
CIÊNCIA FORTE PARA MINAS GERAIS
Adriana Souza assume compromissos com a Fapemig, as universidades públicas e o desenvolvimento ambientalmente orientado
RECEBEMOS A CARTA “CIÊNCIA EM MINAS GERAIS: UM ALERTA SOBRE ESCOLHAS PRESENTES E CONSEQUÊNCIAS FUTURAS”, ASSINADA POR DIRIGENTES DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO DE UNIVERSIDADES E INSTITUIÇÕES DE ENSINO E PESQUISA SEDIADAS NO ESTADO.

A carta apresenta um alerta necessário. Minas Gerais possui universidades, laboratórios, pesquisadores, estudantes e programas de pós-graduação reconhecidos nacionalmente, mas ainda investe menos do que seria necessário para aproveitar plenamente essa capacidade científica.
Em 2025, as chamadas da Fapemig receberam 5.805 propostas, que solicitaram mais de R$ 1,7 bilhão. Somente 1.404 propostas foram contratadas, totalizando aproximadamente R$ 227,2 milhões. Em 2026, apenas o Edital de Demanda Universal recebeu 3.390 projetos.
Esses números demonstram que não faltam pesquisadores, projetos ou competência científica. Faltam recursos suficientes, estabilidade no financiamento e uma política de Estado que transforme conhecimento em desenvolvimento econômico, proteção ambiental e melhoria da vida da população.
Como candidata a deputada estadual, assumo os seguintes compromissos:
GARANTIR O REPASSE INTEGRAL DE 1% PARA A FAPEMIG
A Constituição de Minas Gerais determina que a Fapemig receba recursos correspondentes a, no mínimo, 1% da receita orçamentária corrente ordinária do Estado, repassados mensalmente e administrados pela própria Fundação.
Embora a Constituição mineira de 1989 tenha previsto originalmente o percentual de 3%, entendemos que, diante da atual situação financeira do Estado, a prioridade imediata precisa ser garantir o cumprimento integral, regular e transparente do 1% que já está estabelecido no art. 212.
Nosso compromisso é fiscalizar a base de cálculo, os repasses mensais, os valores efetivamente pagos e os eventuais passivos acumulados pelo Estado. Também vamos atuar para impedir contingenciamentos, atrasos ou mecanismos administrativos que reduzam os recursos constitucionalmente destinados à ciência.
Não basta autorizar recursos no orçamento. É preciso garantir que eles realmente cheguem à Fapemig e aos pesquisadores.
TRANSFORMAR A RIQUEZA MINERAL EM CONHECIMENTO E TECNOLOGIA
Minas Gerais reúne reservas e projetos relacionados a terras raras, lítio, nióbio e outros minerais estratégicos fundamentais para a transição energética e para as novas tecnologias.
Essa riqueza não pode sair de Minas apenas como matéria-prima.
Defenderemos que uma parcela adicional das receitas efetivamente recebidas pelo Estado em decorrência da exploração, do beneficiamento e da industrialização de terras raras e outros minerais estratégicos seja destinada ao fortalecimento da Fapemig.
Essa destinação poderá compreender dividendos, participações, compensações financeiras e outras receitas estaduais relacionadas à atividade mineral.
Os novos recursos deverão ser adicionais ao piso constitucional de 1%. Eles não poderão ser usados pelo governo para substituir ou compensar os valores que já devem ser obrigatoriamente repassados à Fapemig.
A riqueza retirada do território mineiro precisa ajudar a financiar conhecimento, inovação, recuperação ambiental, formação profissional e desenvolvimento tecnológico dentro de Minas Gerais.
CRIAR CARTAS-CONVITE PARA AS UNIVERSIDADES PÚBLICAS
O Governo de Minas contrata empresas e consultorias para elaborar diagnósticos, projetos e propostas relacionados ao desenvolvimento econômico do Estado. Em muitos casos, nossas universidades já possuem pesquisadores, laboratórios e conhecimento acumulado capazes de realizar essas tarefas.
Defendemos a criação de um programa estadual de cartas-convite, chamadas de manifestação de interesse e encomendas públicas de pesquisa.
Por meio desse programa, o Estado poderá apresentar problemas concretos e missões estratégicas às universidades federais, estaduais, aos institutos federais e às demais instituições científicas sediadas em Minas Gerais.
As instituições poderão elaborar e executar projetos, reunir equipes multidisciplinares, desenvolver tecnologias e apresentar soluções para as demandas do Estado.
Antes de recorrer automaticamente a consultorias privadas, o Governo de Minas deve conhecer e mobilizar a inteligência científica que já existe nas universidades públicas.
Essa política deverá observar critérios públicos, capacidade técnica, plano de trabalho, metas, transparência, prestação de contas e o instrumento jurídico adequado para cada projeto.
UNIVERSIDADES NO DESENVOLVIMENTO DA CADEIA DAS TERRAS RARAS
As cartas-convite poderão ser utilizadas para mobilizar as universidades mineiras no desenvolvimento das cadeias de valor das terras raras e de outros minerais estratégicos.
As instituições poderão contribuir em áreas como:
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mapeamento das competências científicas e tecnológicas existentes em Minas;
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desenvolvimento de tecnologias de beneficiamento e separação mineral;
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reciclagem e reaproveitamento de minerais críticos;
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produção de componentes e materiais de maior valor agregado;
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avaliação dos impactos sociais e ambientais;
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recuperação de áreas degradadas;
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proteção das águas e segurança hídrica;
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saúde das populações atingidas pela mineração;
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formação de trabalhadores especializados;
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diversificação econômica dos municípios mineradores;
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desenvolvimento de tecnologias próprias e redução da dependência externa.
O objetivo deve ser construir uma cadeia produtiva capaz de manter em Minas Gerais conhecimento, tecnologia, trabalho qualificado e renda.
Não podemos aceitar um modelo no qual o minério sai do Estado, o conhecimento é produzido fora e os danos ambientais permanecem nos territórios mineiros.
EDITAIS AMBIENTALMENTE ORIENTADOS
Também defenderemos a criação de editais específicos da Fapemig voltados para o desenvolvimento ambientalmente orientado.
Esses editais deverão permitir a competição por mérito entre as instituições científicas que realizem pesquisa em Minas Gerais, incluindo universidades federais, UEMG, Unimontes, institutos federais e demais instituições elegíveis.
Os projetos deverão ser avaliados por sua qualidade científica, relevância territorial, contribuição ambiental, capacidade de formar pesquisadores, potencial de gerar tecnologias e possibilidade de melhorar concretamente a vida da população.
A produção científica não pode servir para oferecer uma licença política à ampliação dos danos provocados pela mineração. Ela deve fortalecer a capacidade pública de fiscalizar, prevenir impactos, recuperar territórios e construir alternativas econômicas sustentáveis.
NOSSOS PRIMEIROS ENCAMINHAMENTOS
Na Assembleia Legislativa, vamos trabalhar para:
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Fiscalizar o cumprimento integral do piso constitucional de 1% destinado à Fapemig.
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Solicitar transparência sobre a base de cálculo, os repasses mensais e os passivos relacionados ao financiamento da Fundação.
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Levantar todas as receitas atuais e futuras do Estado relacionadas às terras raras e aos minerais estratégicos.
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Defender que parte dessas receitas seja destinada adicionalmente ao financiamento da ciência e da tecnologia.
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Propor ao Governo de Minas um programa de cartas-convite, manifestações de interesse e encomendas públicas de pesquisa às universidades e instituições científicas mineiras.
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Mapear os laboratórios, pesquisadores e competências existentes nas universidades públicas capazes de participar do desenvolvimento das cadeias de valor dos minerais estratégicos.
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Articular uma mesa permanente entre a Fapemig, as pró-reitorias de pesquisa, as entidades científicas, os trabalhadores, as comunidades atingidas e os órgãos estaduais.
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Defender editais públicos, transparentes e ambientalmente orientados, com seleção baseada no mérito científico e na relevância social dos projetos.
Minas Gerais não pode escolher entre ciência básica, inovação, desenvolvimento econômico e proteção ambiental. O Estado precisa construir uma política capaz de integrar essas dimensões.
Nosso compromisso é fazer com que a riqueza mineral de Minas Gerais seja transformada em conhecimento, soberania tecnológica, recuperação ambiental e melhoria da vida do povo mineiro.
ADRIANA SOUZA
CANDIDATA A DEPUTADA ESTADUAL • 13000
POR UMA MINAS GERAIS QUE TRANSFORME SUA RIQUEZA EM CIÊNCIA, TECNOLOGIA E DESENVOLVIMENTO PARA O SEU POVO.

COLIGAÇÃO ESTADUAL: PRA MINAS GERAIS VOLTAR A SONHAR (PSB / FEDERAÇÃO BRASIL DA ESPERANÇA - FE BRASIL(PT/PC do B/PV) / FEDERAÇÃO PSOL REDE(PSOL/REDE) • CNPJ ADRIANA SOUZA: 68.344.911/0001-70



