Nota Política: Minas Gerais não pode ser tratada apenas como palanque eleitoral – Defesa da pré -candidatura de Marília Campos ao Senado
- Adriana Souza

- 27 de jun.
- 2 min de leitura
Companheiros e companheiras,
Diante das recentes pressões à estratégia traçada pelo PT em Minas Gerais e a situação da candidatura de Marília Campos para o Senado, me posiciono publicamente. Ressalto que o debate político precisa estar situado na realidade concreta, na memória histórica e na responsabilidade política, diante do cenário desafiador que se apresenta.

1. A Urgência do Cenário em Minas Gerais
Desde 2003, quando Lula conquistou sua primeira vitória presidencial, Minas Gerais ocupou papel central na estratégia nacional. Porém, na disputa pelo Palácio Tiradentes, a realidade foi outra. Muitas vezes, o projeto nacional falou mais alto, enquanto as candidaturas estaduais do campo progressista ficaram sem a força, o apoio e a prioridade que uma disputa dessa dimensão exige.
Em 2014, o PT elegeu Fernando Pimentel como governador em uma campanha afinada com a reeleição da presidenta Dilma. No entanto, sofremos um golpe orquestrado pela direita, que retirou Dilma da presidência e emparedou o governo Pimentel, inviabilizando sua governabilidade e reduzindo a força do PT na política estadual.
Minas tem identidade e cultura política próprias. A luta pela liberdade e soberania coexistiram com a formação de consensos dialogados e com a moderação ativa. Foi assim que se construiu um projeto dentro do campo democrático-popular, capaz de mobilizar forças, dialogar com os municípios, enfrentar os desafios do estado e disputar corações e mentes da nossa gente.
Estamos a menos de 50 dias do prazo final para as convenções partidárias, e ainda não temos um palanque próprio. Esse é um problema que deve ser encarado com a devida seriedade sem abandonar a estratégia anterior: a eleição de Marília Campos para o Senado Federal.
2. Marília Campos: Protagonismo, Trajetória e a Centralidade do Debate Político
É inegável que a pré-candidatura de Marília ocupa o centro do debate político mineiro. Esse protagonismo é fruto do reconhecimento legítimo de sua trajetória, competência e representatividade.
Minas Gerais não pode ser lembrada apenas como peça de xadrez em uma eleição presidencial. O estado precisa ser protagonista, com uma representação política à altura da sua importância econômica, social e histórica. A manutenção de Marília como candidata ao Senado representa uma oportunidade estratégica para Minas e para o campo progressista.
Eleita e reeleita prefeita de Contagem com ampla aprovação popular, sua história política é marcada por vitórias expressivas. Sua experiência administrativa, sua capacidade de diálogo e sua história de luta podem fortalecer uma chapa competitiva, ampliar alianças e garantir uma representação qualificada no Congresso Nacional.
3. A Decisão sobre o Cargo e a Defesa da Pré-candidatura ao Senado
A eleição de Marília é crucial para a governabilidade, para fortalecer a bancada progressista e a democracia no Congresso Nacional. As pesquisas indicam sua liderança para o cargo, e sua pré-campanha já percorre o estado dialogando com os mais diversos setores.
Por isso, defendo com convicção a pré-candidatura de Marília ao Senado. Sua decisão é fruto de análise política e do diálogo partidário. Defendo a continuidade de sua pré-candidatura como passo fundamental para a construção de uma aliança ampla e competitiva que assegure a vitória de Lula em Minas Gerais e, acima de tudo, devolva a Minas o protagonismo político que lhe é devido.
Adriana Souza - Vereadora em Contagem e pré-candidata da Deputada Estadual em Minas Gerais




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