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HISTÓRIA VIVA EM MINAS

Apresentação e compromisso com professoras(es) de História e historiadores.

QUEM TRABALHA COM HISTÓRIA PRECISA PARTICIPAR DAS DECISÕES SOBRE EDUCAÇÃO, MEMÓRIA, PATRIMÔNIO E CULTURA EM MINAS GERAIS.
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Meu nome é ADRIANA SOUZA. Sou PROFESSORA DE HISTÓRIA e candidata a DEPUTADA ESTADUAL, número 13000.

 

Apresento este documento como ponto de partida para uma escuta dirigida a professoras(es) de História, historiadoras(es) e demais profissionais que ensinam, pesquisam, documentam e preservam a História em Minas Gerais.

 

O texto torna públicos compromissos iniciais para que possam ser conhecidos, criticados, corrigidos e ampliados.

A História perde espaço nas políticas públicas quando uma escola não dispõe de professor habilitado, quando faltam condições para planejar e ensinar, quando um arquivo restringe o acesso por falta de estrutura, quando um museu perde sua equipe técnica ou quando o conhecimento de profissionais formados na área não é reconhecido em concursos, editais e projetos públicos.

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Esses problemas assumem formas diferentes nas regiões do estado. Com este documento queremos oferecer um programa mínimo, buscando ampliar o diálogo  com quem vive a realidade do ensino de história, da pesquisa, dos arquivos, dos museus, da memória, do patrimônio, da cultura e da educação não escolar.

POR QUE MINAS PRECISA DE UMA AGENDA PARA A HISTÓRIA

 

As políticas estaduais influenciam diretamente o currículo escolar, a atribuição de aulas, as condições de trabalho docente, a formação continuada, os concursos públicos, os equipamentos culturais, o Arquivo Público Mineiro, os programas de patrimônio e a destinação de recursos para educação, memória e cultura.

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Ao mesmo tempo, a atuação profissional de historiadoras e historiadores continua pouco reconhecida fora da escola e da universidade. Há trabalho histórico em arquivos, museus, centros de memória, produção audiovisual, turismo cultural, documentação, pesquisa aplicada, preservação patrimonial e assessoria a instituições públicas e privadas. Ampliar esse campo não significa diminuir a centralidade do ensino. Significa reconhecer que a formação histórica atende a diferentes necessidades da sociedade.

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A REGULAMENTAÇÃO E SEUS EFEITOS NO ESTADO

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A Lei Federal 14.038 de 2020 regulamentou a profissão de historiador no Brasil e estabeleceu requisitos de habilitação e atribuições relacionadas ao ensino, à pesquisa, à documentação, à preservação, à organização de informações e à elaboração de pareceres, relatórios, planos, projetos e laudos sobre temas históricos.

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A regulamentação foi uma conquista, mas a existência da lei não cria automaticamente cargos, carreiras, concursos, equipes técnicas ou melhores condições de trabalho. Sua aplicação precisa ser acompanhada nos editais, contratos, concursos, políticas culturais e instituições de memória do Estado. Também é necessário identificar onde há trabalho de natureza histórica sendo realizado sem o devido reconhecimento profissional.

 

A iniciativa História Viva em Minas considera o debate acumulado historicamente pelas associações de pesquisadores e professores de história, universidades e sindicatos. Inspirado nesse movimento de luta, pensamos que o futuro mandato de uma professora da área pode ampliar a voz da categoria em todo o estado.

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O QUE UM MANDATO ESTADUAL PODE FAZER

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Uma deputada estadual não pode modificar uma lei federal nem criar, por decisão isolada, todos os cargos, carreiras ou reajustes reivindicados. O mandato pode, dentro das competências da Assembleia Legislativa de Minas Gerais:

 

  • fiscalizar o Poder Executivo e solicitar informações aos órgãos estaduais;

  • examinar a aplicação da Lei 14.038 de 2020 em editais, contratos e concursos do Estado;

  • promover círculos de escuta pelo gabinete e requerer audiências públicas;

  • propor leis dentro das competências estaduais e acompanhar sua tramitação;

  • apresentar emendas ao orçamento e fiscalizar a execução dos recursos;

  • negociar políticas com o Executivo e articular ações com municípios, instituições federais e entidades da sociedade civil.

 

Reconhecer esses limites torna os compromissos verificáveis. Para cada demanda, o mandato deverá indicar qual órgão possui competência, qual instrumento será utilizado e como o resultado será acompanhado.

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O QUE QUEREMOS ESCUTAR

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A escuta deverá alcançar diferentes regiões, vínculos de trabalho e campos profissionais. Entre os temas iniciais estão:

 

  • o lugar da História no currículo e a atribuição de aulas a profissionais habilitados;

  • sobrecarga, contratos temporários, remuneração,
    adoecimento, liberdade de ensinar e formação continuada;

  • a presença ou ausência de historiadores em arquivos,
    museus, patrimônio, memória, cultura e outros serviços;

  • as desigualdades regionais de estrutura, acesso
    à documentação, financiamento e oportunidades profissionais;

  • as ações estaduais necessárias para cumprir as Leis 10.639 de 2003, 11.645 de 2008 e 14.038 de 2020.

Contato
PROGRAMA MÍNIMO - HISTÓRIA VIVA EM MINAS GERAIS
ADRIANA SOUZA 13000

Minas Gerais precisa tratar a História como direito à educação, à memória, à democracia e ao desenvolvimento cultural. Quem ensina, pesquisa, documenta e preserva a História deve ser ouvido na construção das políticas públicas do Estado.​

 

1. HISTÓRIA COM LUGAR, TEMPO E PROFESSOR HABILITADO

Defender a presença consistente da História no currículo estadual, ministrada por profissionais com formação na área, com tempo para planejamento, infraestrutura e recursos pedagógicos.

O mandato fiscalizará a organização curricular, a atribuição de aulas, a formação continuada e o cumprimento das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que tratam das histórias e culturas afro-brasileiras, africanas e indígenas.

 

2. TRABALHO DOCENTE VALORIZADO E PROTEGIDO

Fiscalizar condições de trabalho, sobrecarga, contratos temporários, rotatividade, remuneração, adoecimento e acesso à formação continuada. O mandato atuará pela valorização da carreira, pela realização de concursos, pela liberdade de ensinar e pela criação de protocolos de acolhimento diante de ameaças e perseguições ao trabalho docente.

 

3. HISTORIADOR ONDE A HISTÓRIA É TRABALHO

Cobrar o cumprimento da Lei Federal 14.038/2020 e mapear a presença — ou ausência — de historiadores em arquivos, museus, centros de memória, órgãos culturais, projetos patrimoniais, produção audiovisual, turismo cultural, pesquisa, documentação e educação não escolar.

O mandato fiscalizará editais, contratos e concursos estaduais e construirá, com a categoria e o Poder Executivo, propostas para ampliar os espaços profissionais do historiador.

 

4. MEMÓRIA, ARQUIVOS E PATRIMÔNIO COM ESTRUTURA EM TODAS AS REGIÕES

Defender o Arquivo Público Mineiro, os arquivos municipais, museus, bibliotecas, centros de documentação e bens culturais materiais e imateriais. O mandato atuará por financiamento contínuo, equipes técnicas qualificadas, digitalização responsável, acesso público à documentação e interiorização das políticas de memória e patrimônio.

 

5. UM MANDATO DE ESCUTA, DADOS E DEVOLUTIVA

Criar o Observatório História Viva do mandato: uma estrutura de escuta e acompanhamento, sem pretensão de substituir associações, universidades ou sindicatos. Serão realizados círculos regionais de escuta, audiências públicas e consultas temáticas. As contribuições recebidas serão organizadas em relatórios públicos, com indicação do que pode ser transformado em projeto de lei, fiscalização, emenda orçamentária, negociação com o Executivo ou articulação federal.

 

COMPROMISSO DE HONESTIDADE

O mandato não prometerá criar carreiras, cargos ou reajustes por uma simples decisão parlamentar. Sempre indicará qual órgão possui competência, qual instrumento será utilizado, qual prazo foi assumido e qual resultado foi alcançado.

Formulário - Historiadores
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COLIGAÇÃO ESTADUAL: PRA MINAS GERAIS VOLTAR A SONHAR (PSB / FEDERAÇÃO BRASIL DA ESPERANÇA - FE BRASIL(PT/PC do B/PV) / FEDERAÇÃO PSOL REDE(PSOL/REDE) • CNPJ ADRIANA SOUZA: 68.344.911/0001-70 

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Câmara Municipal de Contagem

Praça São Gonçalo, 18, Centro

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